O que você faz quando ninguém o vê fazendo?

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Hoje em dia VOCÊ é seu principal algoz. Cuidado com suas atitudes, com seus atos “falhos” e com as armadilhas do mundo digital. Eles podem lhe destruir em um piscar de olhos e num instante acabar com seus sonhos e virtudes e lhe transformarem em um monstro sem nome. Assim como o do Doutor Victor Frankenstein. O monstro existe, não se reconhece mal e nem sabe por que o querem tão mal; o que afinal há de errado com ele? As justificativas para suas atitudes estão todas no seu criador. Será perseguido e só sossegará com a morte daquilo que alimenta seus vícios, a morte de quem o criou. No seu caso, ou no nosso caso, nós somos criador e criatura e na sociedade que construímos tudo será vigiado e nada será perdoado. É verdade. Observe-se e você poderá diagnosticar se está seguindo para sua ruína ou para sua edificação segura ainda que abram as cortinas de seus espetáculos privados.

Pergunte a si mesmo pelo menos quatro perguntas básicas e importantes:

1- O que você faz quando ninguém o vê fazendo?
2 – Se alguém tivesse acesso a seu celular e computador e pudesse rastrear tudo o que você faz, que GRANDE mal isso lhe causaria?
3 – Você age com os seus do mesmo jeito que você age com os outros, os de fora?
4- Você anda julgando e condenando pessoas por atos que você mesmo faz, mas que julga fazer de forma segura?

Esse é o primeiro passo para você bater em sua própria porta, visitar-se, reencontrar-se e redescobrir-se são ou doente. Reflexão é a chave! Reflita!

Quer um exemplo muito prático? Para a primeira pergunta muitos diriam em tom de brincadeira: eu me masturbo. Fazer piada faz bem e o riso é bom para a musculatura do rosto. Porém, isso não é brincadeira. Se você só se masturba, parabéns. Você é absolutamente saudável. Mas, se você para fazer isso precisa acessar sites pornográfico que mostram imagens de menores fazendo sexo anal, oral, vaginal ou sendo estupradas; ou se vai além disso mantendo diálogos com menores no intuito de alimentar fantasias que logo o podem levar a concretização de atos condenados na sociedade, você está com problemas ou está no mínimo investindo tempo em algo que você mesmo condenaria em outro.

Se, você nos seus momentos a sóis consigo mesmo, sente necessidade de procurar perversão, prostitutas online, na rua, sexo promíscuo, você é perigoso para você mesmo e consequentemente para quem pode por ventura estar dormindo ao seu lado ou com você. O que você faz quando ninguém o vê fazendo? Você rouba? Cria perfis falsos na internet para se auto-promover? Vasculha a vida dos outros para saber se estão felizes ou infelizes e se estiverem felizes isso o deixa mal e deprimido? Acorde! Abra o olho! Você está a passos de entrar em um fria. Assista os noticiários.

O que seria de você se hoje alguém a quem você quer bem e para quem você quer passar a melhor imagem possível (ou se a polícia federal na pior das hipóteses) tivesse acesso livre a suas trocas de sms no celular, a seus emails, a sua lista de sites visitados, a mensagens que você troca em seus sites de relacionamentos (facebook, matchmakers…), às fotos que você tem guardadas em sua pasta de imagens? Como isso mudaria sua vida? Como isso afetaria seus relacionamentos?

Muitos já foram parar na delegacia e estão condenados por pedofilia e/ou roubo e tráfico quando se viram nesta situação. Achavam que estavam protegidos pelo véu da privacidade e da anonimidade, mas caíram em suas próprias armadilhas. Olho aberto. Hoje em dia as patologias psicosexuais e psicossociais são responsáveis pela ruína de muitos relacionamentos, empregos e, em pior caso, de vidas que acabam mesmo arruinadas em condenações legais. Muitos transtornos familiares começam na calada da noite quando muitos dormem e quando o silêncio é a única testemunha de mentes perigosas e doentes.

Reflita! Faça as perguntas certas e seja honesto com suas respostas, elas o podem salvar de você mesmo. Dizem alguns cristãos que a melhor oração é aquela que agradece pelo que somos capazes de fazer de bom e que além disso pede proteção a nós de nossos próprios atos. Ore: Senhor, proteja-me de mim mesmo. Amém! Pode ser que isso sirva para pelo menos mantê-lo alerta.

Se, porém, suas respostas honestas para as perguntas feitas lá no início resultaram em boas risadas, em descoberta de atitudes tranqüilas, ingênuas, saudáveis, românticas, meio aventureiras ou levemente irresponsáveis, mas absolutamente capazes de serem vislumbradas sem o levarem para a guilhotina pública; você pode dormir tranqüilo porque você tem direito a tudo isso em sua privacidade, no conforto de sua única companhia ou de quem mais você permitir. O que você não pode é estragar o resto de sua vida porque você não se respeitou e nem cuidou de você com o carinho e amor que só você pode se dar e merecer. Lembre-se de que a sociedade é o leão faminto e cego que corre solto lá fora.

Seja o que você é e exerça a sua liberdade sem por em risco seu direito de ir e vir. Quando você põe máscaras demais, sua imagem fica distorcida para você e para o outro. Confortável é se olhar no espelho e não se envergonhar daquilo que vê. Ame-se! Cresça e apareça! As máscaras que você usa podem cair um dia e o máximo de ruim que isso deveria causar é a vergonha natural de quem é flagrado nu. Só isso.

P.S. Por Suelen de Andrade Viana, muito reflexivamente, na calada da noite, enquanto todos dormem depois de assistir uma reportagem sobre um homem de 55 anos, pai de 2 filhos, casado, avô querido de 2 netos, dono de bons negócios, aparentemente saudável, ser preso e condenado por pedofilia porque aliciava menores e fazia sexo com meninas a quem ia buscar na porta da escola. Homem que guardava centenas de vídeos pornográficos de sexo com menores de idade. Até ontem ele era um cidadão comum e um vizinho tranquilo. Hoje sua máscara caiu e ele é só o marginal e doente que se permitiu ser. Infelizmente. O monstro cresceu dentro dele. Quando você não mata os monstros que cria, eles vem e te matam. Cuidado! A tua mente não pode te controlar! Você tem que ser capaz de se autocensurar. Isso não é castração. Isso é autoconhecimento e elevação espiritual e humana. É talvez um exercício de liberdade consciente.

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